Gestão de risco

A gestão de risco está intrinsecamente presente na cultura da Brisa e nos processos de gestão, garantindo o crescimento sustentado dos negócios e a salvaguarda do valor do Grupo.

Posicionando-se como uma empresa de referência no setor de infraestruturas rodoviárias, a Brisa considera a gestão de risco como um dos pilares fundamentais da política de Governo da Sociedade. Através da adoção das melhores práticas, o grupo visa capitalizar o conhecimento interno na gestão efetiva dos riscos a que se encontra exposto.

 

 A política de gestão de risco do Grupo Brisa está atualmente dividida em 5 vertentes que abrangem a atividade do grupo: operacionais; regulação & compliance; ambientais; sistemas de informação; financeiros.

Riscos operacionais

Com uma preocupação constante em identificar os riscos operacionais e em definir medidas de gestão e boas práticas, o Grupo Brisa estabelece a prevenção como uma medida fulcral. Através do investimento continuado na excelência e inovação das operações onde intervém, o Grupo demonstra a sua preocupação com a melhoria contínua e com a gestão dos riscos da sua área de negócio.

Estas atividades permitem, não só a mitigação, mas também a antecipação e prevenção de potenciais situações de risco.

  • Segurança da rede – Ponto fulcral na gestão de riscos operacionais, a Brisa efetua constantes melhorias à rede, através de obras de beneficiação e alargamento de autoestradas;
  • Prevenção rodoviária – A Brisa organiza e apoia continuamente campanhas de prevenção rodoviária com o intuito de sensibilizar os utilizadores de vias rodoviárias;
  • Situações de emergência – Foi definido um modelo de gestão e comunicação de crise para responder a situações de emergência, bem como planos de contingência específicos para as diversas áreas;
  • Segurança e saúde no trabalho – Através de uma estrutura especializada, a Brisa supervisiona e garante os planos de segurança e saúde associados a atividades de risco;
  • Centro de Coordenação Operacional – Suportado por uma estrutura de telemática rodoviária, o CCO assegura o registo, tratamento e disponibilização de informação atualizada e oportuna aos seus clientes. Coordena também os serviços de operação, como operações de socorro, proteção, patrulhamento e assistência aos clientes;
  • Inovação – Assegurada em parte pela empresa Brisa Inovação e Tecnologia (BIT), a aposta na inovação permite a evolução tecnológica e a modernização das infraestruturas. Através de uma exemplar e inovadora política de parcerias com diversas universidade e empresas, a Brisa mantém-se na vanguarda da evolução tecnológica.      

Riscos de regulação & compliance

Sendo a operação de concessões de infraestruturas alvo de uma regulação particularmente específica, o risco resultante de alterações regulatórias assume particular relevância.

Como forma de minimizar o risco inerente, a Direção Jurídica da Brisa acompanha de perto a evolução regulatória da atividade e propõe medidas adequadas ao desenvolvimento das várias atividades de acordo com o quadro jurídico do momento.

Riscos ambientais

A Brisa segue uma rigorosa Política Ambiental que visa identificar preventivamente situações de risco ambiental e adotar medidas minimizadoras do seu impacto. As fases de projeto, construção e operação das autoestradas são geridas de acordo com esta política, de forma a minimizar os riscos ambientais.

A ecoeficiência, uma resposta avançada ao problema da integração da gestão dos riscos ambientais em toda a cadeia de valor, é também parte integrante da gestão ambiental. Nesta vertente são considerados, não só os impactos ambientais, mas também os custos e benefícios relacionados.

No Grupo Brisa existem já empresas certificadas ambientalmente pela norma ISO 14001, referencial internacional normativo que define as diretrizes da gestão ambiental nas empresas. Além das diretrizes impostas pela norma ISO 14001, o Grupo Brisa define, na Política Ambiental interna, critérios de ecoeficiência e objetivos quantitativos relativamente a indicadores ambientais.

Riscos de sistemas de informação

Com o intuito de minimizar os riscos de sistemas de informação, o Grupo Brisa desenvolveu uma estratégia a médio/longo prazo que inclui a solução Recuperação de Desastre. Esta solução permite à organização reduzir o risco de perdas operacionais em caso de desastre, garantindo também uma rápida reação a todas as eventuais mudanças no ambiente dos negócios.

Internamente, e de uma forma mais genérica, a Brisa tem vindo a reforçar a sua estrutura através da reavaliação sistemática, promovendo a adoção das melhores práticas nesta área, nomeadamente a integração da framework ITIL na sua gestão.

Riscos financeiros

O Grupo Brisa, bem como a generalidade dos grupos empresariais, está exposto a um conjunto de riscos financeiros resultantes da sua atividade, dos quais se destacam os seguintes:

  • Riscos de liquidez e taxa de juro decorrentes do passivo financeiro de algumas subsidiárias;
  • Risco de taxa de câmbio resultante do investimento na Northwest Parkway, localizada nos Estados Unidos da América;
  • Risco de contraparte a que a empresa fica sujeita na sequência da contratação de operações de cobertura de risco e da aplicação de excedentes de tesouraria.

Como forma de minimizar os riscos inerentes, foram desenvolvidas ações e políticas financeiras adequadas à atividade, entre as quais:

  • Definição da Direção Financeira da Brisa Auto-estradas (DFI) como responsável por identificar e quantificar os riscos financeiros, propondo e implementando medidas para a sua gestão que são aprovadas pela comissão executiva:
  • Uma política de gestão/mitigação de risco desenvolvida para a participação em concursos de adjudicação de concessões de infraestruturas, onde se recorre à estrutura de financiamento project finance, permitindo a segregação operacional, financeira e jurídica de cada projeto;
  • Segregação e ring-fencing da Concessão Brisa numa empresa – Brisa Concessão Rodoviária, S.A. (BCR), mitigando os riscos financeiros a que BCR está sujeita;
  • Política de cobertura de risco financeiro que estabelece regras e orientações como um rácio mínimo de taxa fixa na estrutura da dívida, a não-existência de exposições cambiais significativas não cobertas, entre outras.